terça-feira, 16 de julho de 2013

Músicas Disco nos Anos 70

A Disco Music, também chamada de Música Dico ou Discoteque, marcou os anos 70. Misturando elementos do soul, funk e salsa, começou como coisa de latinos e negros nas grandes cidades americanas e ganhou o mundo. Abaixo teremos as 10 melhores músicas da época. 

1 - I will survive (Gloria Gaynor)

2 - Dancing Queen (Abba)

3 - Hot Stuff (Donna Summer)

4 - Macho Man (Village People)

5 - You Make Me Feel Mighty Real (Sylvester)

6 - Stayin' Alive (Bee Gees)

7 - That's The Way (KC & The Sunshine Band)

8 - Ring My Bell (Anita Ward)

9 - Born to Be Alive (Patrick Hernandez)

10 - Daddy cool (Boney M)

O homem na lua, e a tecnologia

"Um pequeno passo para o homem, um enorme passo para a humanidade". A frase de Neil Armstrong, primeiro homem a pisar em solo lunar, ainda ecoa um ano após a chegada do homem à lua. 





Em 1970, o mundo científico e tecnológico colhe os louros do feito da equipe da Nasa, a agência espacial americana. A transmissão da façanha da Apollo XI foi acompanhada por 600 milhões de pessoas em todo o mundo. 
Muitas delas não acreditavam na veracidade do fato e atribuíam a cena a alguma produção de Hollywood. 





O lançamento das calculadoras do tamanho de um livro de bolso começa a revolucionar a indústria de tecnologia. No primeiro ano, apenas 17 000 unidades são comercializadas. As vendas só explodem um ano depois, quando são lançadas as minicalculadoras.





Saúde

Nos anos 70, os avanços tecnológicos voltados para a medicina eram iminentes. As maquinas de exames passaram pela computadorização, tornando-as mais eficientes e precisas. Além de diagnosticar doenças com mais facilidade, os médicos tiveram o privilegio de estudar melhor o corpo humano. 





Muitos estudos foram realizados, e a quimioterapia pôde salvar milhares de vidas. 80% dos tipos de câncer passaram a ser curáveis. As maravilhas do corpo humano eram descobertas diariamente, investiu-se passado na saúde. 




Praticar exercícios era moda, foram os anos do cultivo do corpo. Muitas academias de ginasticas foram abertas e popularizadas. Ditadores, presidentes, ministros, estrelas do cinema e da TV, utilizaram os exercícios como método populista, para aproximá-los da população. A famosa corrida pela manhã, norte americana, ganhou o mundo. 


Margareth Thatcher: um ícone

    No ano de 1979, a Europa se encontrava em uma quase incontornável crise política, econômica e petrolífera . Durante esse período de turbulência social, assumiu o poder na Grã-Bretanha a líder do partido conservador inglês, Margareth Thatcher. 




    Thatcher foi a primeira mulher que ocupou o cargo de Primeiro-Ministro britânico. Logo no início do seu mandato, efetivou uma série de medidas e mudanças, anunciou um plano para a redução dos impostos e passou a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas. Essas reformas lhe valeram o apelido de “Dama de Ferro”. A Primeira-Ministra permaneceu no cargo de 1979 até 1990, ou seja, 11 anos. 





     Após o primeiro mandato, Thatcher promoveu um programa de privatizações das empresas estatais e continuou combatendo de forma radical os movimentos sindicais trabalhistas. A Primeira-Ministra britânica tornou-se uma das precursoras do neoliberalismo.






    Ela foi, sem duvidas, uma das maiores personalidades dos anos 70.  Mulheres de todo o mundo se inspiravam em Thatcher, graças à ela, a chama do feminismo foi reacesa. Em meio a ditadura no Brasil,  mulheres simplesmente desejavam, mandar e obter poder. 
    Margareth Thatcher morreu no dia 08 de Abril de 2013, aos 87 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral. Era amiga pessoal da rainha Elizabeth, e uma pessoa muito querida pela realeza inglesa.






O bebê proveta

    Em julho de 1978, nasce em Londres Louise Brown, o primeiro bebê de proveta. A menina foi concebida graças ao trabalho de um biólogo e um ginecologista, que realizaram um sonho de longa data.




      O falecido Dr. Patrick Steptoe e o fisiologista Robert Edwards foram os pioneiros da nova técnica. John e Lesly Brown esperaram doze anos para ter essa primeira filha. Quando Louise nasceu, parecia um milagre, mas foi fruto de dez anos de pesquisa dos doutores Steptoe e Edwards. Seu trabalho foi bem recompensado - um bebê fisicamente perfeito, de um embrião fertilizado fora do útero materno. 





       Na maternidade do Hospital Oldham, os dois médicos contaram para o mundo, numa entrevista coletiva, como conseguiram essa incrível façanha. O casal Brown não poderia ter filhos. As trompas da Senhora Brown eram obstruídas, uma causa muito freqüente de infertilidade. Através de um laparoscópio, o Dr. Steptoe retirou cirurgicamente os óvulos não fertilizados dos ovários da Senhora Brown. Os óvulos foram fertilizados com o esperma do Senhor Brown e passados para uma proveta, com o ambiente artificial cuidadosamente controlado. Cerca de seis dias depois, os óvulos fertilizados tornaram-se uma massa de células que iriam produzir o embrião. A Senhora Brown fez tratamento com hormônios, preparando o útero para receber o óvulo. Dr. Steptoe implantou o embrião no útero, onde ele se desenvolveu normalmente até a hora do nascimento.




    A novidade percorreu todo o mundo. Gerou criticas e discussões, no meio médico e no cotidiano das pessoas. A novidade era algo fora do comum para a época, já eram incontestáveis os avanços tecnológicos. Pode-se dizer que esse foi o ápice dos estudos e tecnologia de todos os anos 70, voltados para a medicina. 


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Feminismo


A mulher disputou intensamente o mercado de trabalho com os homens. Os preconceitos e barreiras, que ainda existiam, eram quebrados diariamente. O feminismo estava recuperando poder.







     A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeiro foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto, divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de 1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento dos contraceptivos).  Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com a luta de caráter sindical.

   Com a ditadura do Estado Novo, em 1937, o movimento feminista perde força. Só no fim da década seguinte volta a ganhar intensidade com a criação da Federação das Mulheres do Brasil e a consolidação da presença feminina nos movimentos políticos. Mas logo vem outro período ditatorial, a partir de 1964, e as ações do movimento arrefecem, só retornando na década de 70.

   Um dos fatos mais emblemáticos daquela década foi a criação, em 1975 (Ano Internacional da Mulher), do Movimento Feminino pela Anistia. No mesmo ano a ONU, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realiza uma semana de debates sobre a condição feminina. Ainda nos anos 70 é aprovada a lei do divórcio, uma antiga reivindicação do movimento.

  •   Em 1979, Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga.
  •  A Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher foi adotada pela Assembléia Geral.
  • A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.
  • Cada vez mais, investia-se em pílulas e métodos anticoncepcionais. Em alguns países europeus, a prática do aborto foi aprovada. O sexo era comum nos relacionamentos, não existia mais barreiras culturais, nem mesmo na hora de se vestir.






                                     

Moda

A década, rica culturalmente, também foi marcada  por outros movimentos jovens que refletiram na moda, como os baladeiros da era disco e os punks.


  A antimoda, acabou virando moda. Os anos 70 foram tão, ou mais, coloridos que os anos 60, tão agitados quanto e repletos de idealismos. Enquanto a década de 60 ficou na memória como a grande época da revolução jovem, os anos 70 ficaram meio indefinidos.
  
   O que se pregava era paz e amor. “Faça amor, não faça guerra”. O amor livre, a libertação sexual, experimentação das drogas, reclamação do direito das mulheres, tudo isso chega às massas. Homossexuais – antes temerosos das perseguições – começam a exprimir suas diferenças e revindicar seus direitos perante a sociedade. É uma revolução social crescente e de extrema importância histórica. Movimentos políticos diversos, as “minorias” oprimidas anseiam por seus direitos e realização pessoal.
 





Os hippies, mesmo sem querer, ditam moda. Eles que apenas pregavam a paz, o amor, a celebração da natureza, não seguiam moda, se vestiam de maneira livre, se adornando com maquiagem colorida, estampas floridas, sandálias, homens deixavam seus cabelos crescerem, as roupas eram basicamente de materiais naturais como a lã e o algodão. Os cabelos eram ondulados ou cacheados, o black-power ganha espaço.


 


 A classe média gostou a tendencia hippie, e a aderiu. Logo,  chegou ao Ocidente e elementos étnicos que entraram pela porta da frente do mundo fashion pelas mãos de Yves Saint Laurent. Os jovens setentistas romperam a barreira entre o masculino e feminino. O jeans se tornou uma peça unissex por essência e o modelo 501 da Levis, ao lado da jaqueta perfecto e do converse, virou um clássico.




 Em meados da década, a estética hippie já perdia sua força. Era a vez das discotecas, as pistas de dança, assim, se tornaram grandes passarelas. Camisa de cetim, meia-calça de lurex e roupas à base de lycra eram o uniforme dos baladeiros.
 



 O fim da década foi marcado pela ascensão do movimento punk em Londres. A estilista Vivienne Westwood foi quem concebeu o look fetichistas dessa tribo, que abusava de elementos como couro, tachas e correntes. O Rock n’ Roll mais pesado, a apologia às drogas (sex, drugs, and Rock n’ Roll), o movimento punk. Tudo isso foi tomando espaço na segunda metade da década de 70, combinando com o clima de protesto constante. A ideia era chocar, subverter. Desordem, protestos e multiculturalismo.






Copa do Mundo







     Na Copa do Mundo, realizada no México, o Brasil foi campeão. A seleção era glorificada pela conquista, multidões se juntavam nas ruas para comemorar e festejar... A final  foi disputada pelo Brasil, que havia eliminado o Uruguai e o Peru. A equipe brasileira mostrou ser mais eficiente  de todos os tempos. O jogo foi realizado em 21 de junho, no Estadio Azteca. No final dos 90 minutos, o placar era de 4 a 1 para a equipe brasileira.




     O título serviu de propaganda política, quando o país estava no auge da ditadura militar, influenciando diretamente na política. O pais se acalmou, esqueceu das restrições militares e focou no futebol.  Este título também pôs o Brasil como a primeira seleção a ser tricampeã, confirmando a superioridade brasileira em relação ao futebol mundial.





ESCALAÇÃO DO TIME DO BRASIL - Copa do Mundo das Confederações (1970)




 • 1 Félix  • 2 Brito • 3 Piazza  • 4 Carlos Alberto   • 5 Clodoaldo  • 6 Marco Antônio • 7 Jairzinho • 8 Gérson • 9 Tostão   • 10 Pelé  • 11 Rivellino • 12 Ado • 13 Roberto • 14 Baldocchi • 15 Fontana • 16 Everaldo • 17 Joel • 18 Paulo Cézar Caju • 19 Edu • 20 Dario • 21 Zé Maria • 22 Leão 

Treinador: Zagallo



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Música

           Fatos musicais históricos:



No dia 6 de abril de 1971 morre o compositor, pianista e maestro russo Ígor Stravinsk




No dia 16 de Agosto de 1977 morre o cantor Elvis Presley, grande influencia musical e cultural da época.





Saiba mais sobre Elvis neste video, e sobre Ígor, neste video.



      A incorporação de instrumentos de música erudita no rock já havia se iniciado dos anos 60, mas só ganhou ares de movimento no início dos anos 70, no que é conhecido como rock progressivo. Diversos artistas se reuniram na proposta, sendo os de grande destaque Pink Floyd, com The Dark Side of the MoonJohn LennonGenesisYes, Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, Mike Oldfield, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant.
No Brasil, destaque para os trabalhos de O TerçoO Som Nosso de Cada DiaA Barca do SolRita Lee & Tutti FruttiCasa das Máquinas e Sagrado Coração da Terra. A banda baiana Doces bárbaros, idealizada por Maria Bethania, Gilberto Gil, Gal Costa e Caetano Veloso.






       A música voltava a ser popular e tudo acabava nas pistas de dança, por exemplo, através do "clássico" da disco music Os Embalos de Sábado à Noite, estrelado por John Travolta. Quando o ator vestiu seu terno branco e jogou o braço para o alto, a discothéque estava vivendo um período de iminente decadência, mas voltou a ser moda. Símbolo incontestável da disco music, o filme lançou um novo verbo conjugado internacionalmente: travoltear.
No Brasil, a discotéque e o pop dançante serviram de base para uma geração de ídolos populares tidos como "cafonas", "exuberantes" e até "pornográficos" (Sidney Magal, Gretchen, As Patotinhas, Harmony Cats, Dudu França). Explorando outros universos da música brasileira, surgia uma nova geração influenciada pelos consagrados nos festivais da década anterior, como Belchior, Gonzaguinha, Djavan e Ivan Lins. Foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a "década da discoteca", devido ao surgimento da dance music.            




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Anos de chumbo

       Anos de chumbo é a designação do período mais repressivo da ditadura militar no Brasil, que vai até o final do governo Médici, em março de 1974. A censura, executada pelo CONTEL que proibiu toda e qualquer exibição em território nacional de filmes, reportagens, fotos, transmissão de rádio e televisão, que mostrassem tumultos em que se envolvessem estudantes. Médici com a ajuda de grupos radicais de direita como o C.C.C e Aliança Anticomunista Brasileira, derrotou e destruiu qualquer possibilidade de reação da esquerda, pois tinha a opinião pública nacional e mundial a seu favor devido ao “milagre econômico, à propaganda institucional e o financiamento externo para a manutenção da ditadura. Os meios de comunicação demonstravam que o caminho seguido pelo governo era o correto, havia a censura que impedia a visão dos problemas brasileiros. O radio a televisão e os jornais, só mostravam notícias e pontos positivos. 




     Todas e quaisquer expressões artisticas que demonstrassem sinais de ameaça à ditadura eram severamente punidas. Após protestarem publicamente contra a ditadura, os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos no Rio de Janeiro. Segundo os censores e os órgãos de informação oficial, o motivo da prisão é "tentativa da quebra do direito e da ordem institucional", com mensagens "objetivas e subjetivas à população" para subverter o Estado Democrático Brasileiro estabelecido pela revolução; em função da notoriedade dos artistas, são aconselhados a se exilarem do país.











Resenha: Anos 70



    Nesta época surgia a defesa do meio ambiente, e houve também um crescimento das revoluções comportamentais da década anterior. Muitos a consideram a "era do individualismo". Eclodiam nesta época os movimentos musicos das discotecas e também do experimentalismo na música erudita.



     Pela televisão, o mundo se tornou infinitamente menos secreto. Richard Nixon, o presidente americano deposto pelo caso Watergate, foi uma "personalidade" típica das telas de televisão dos anos 70. Sua saída do governo foi festejada pela população dos  Estados Unidos e o resto do mundo acompanhou todo o escândalo "de perto", através da tela da televisão.