segunda-feira, 15 de julho de 2013

Moda

A década, rica culturalmente, também foi marcada  por outros movimentos jovens que refletiram na moda, como os baladeiros da era disco e os punks.


  A antimoda, acabou virando moda. Os anos 70 foram tão, ou mais, coloridos que os anos 60, tão agitados quanto e repletos de idealismos. Enquanto a década de 60 ficou na memória como a grande época da revolução jovem, os anos 70 ficaram meio indefinidos.
  
   O que se pregava era paz e amor. “Faça amor, não faça guerra”. O amor livre, a libertação sexual, experimentação das drogas, reclamação do direito das mulheres, tudo isso chega às massas. Homossexuais – antes temerosos das perseguições – começam a exprimir suas diferenças e revindicar seus direitos perante a sociedade. É uma revolução social crescente e de extrema importância histórica. Movimentos políticos diversos, as “minorias” oprimidas anseiam por seus direitos e realização pessoal.
 





Os hippies, mesmo sem querer, ditam moda. Eles que apenas pregavam a paz, o amor, a celebração da natureza, não seguiam moda, se vestiam de maneira livre, se adornando com maquiagem colorida, estampas floridas, sandálias, homens deixavam seus cabelos crescerem, as roupas eram basicamente de materiais naturais como a lã e o algodão. Os cabelos eram ondulados ou cacheados, o black-power ganha espaço.


 


 A classe média gostou a tendencia hippie, e a aderiu. Logo,  chegou ao Ocidente e elementos étnicos que entraram pela porta da frente do mundo fashion pelas mãos de Yves Saint Laurent. Os jovens setentistas romperam a barreira entre o masculino e feminino. O jeans se tornou uma peça unissex por essência e o modelo 501 da Levis, ao lado da jaqueta perfecto e do converse, virou um clássico.




 Em meados da década, a estética hippie já perdia sua força. Era a vez das discotecas, as pistas de dança, assim, se tornaram grandes passarelas. Camisa de cetim, meia-calça de lurex e roupas à base de lycra eram o uniforme dos baladeiros.
 



 O fim da década foi marcado pela ascensão do movimento punk em Londres. A estilista Vivienne Westwood foi quem concebeu o look fetichistas dessa tribo, que abusava de elementos como couro, tachas e correntes. O Rock n’ Roll mais pesado, a apologia às drogas (sex, drugs, and Rock n’ Roll), o movimento punk. Tudo isso foi tomando espaço na segunda metade da década de 70, combinando com o clima de protesto constante. A ideia era chocar, subverter. Desordem, protestos e multiculturalismo.






Um comentário: