A mulher disputou intensamente o mercado de trabalho com os homens. Os preconceitos e barreiras, que ainda existiam, eram quebrados diariamente. O feminismo estava recuperando poder.
A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O
primeiro foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o
direito ao voto, divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo,
no fim da década de 1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo
aumento dos contraceptivos). Já o terceiro começou a ser construído no fim
dos anos 70, com a luta de caráter sindical.
Com a ditadura do Estado Novo, em 1937, o movimento feminista perde
força. Só no fim da década seguinte volta a ganhar intensidade com a criação da
Federação das Mulheres do Brasil e a consolidação da presença feminina nos
movimentos políticos. Mas logo vem outro período ditatorial, a partir de 1964,
e as ações do movimento arrefecem, só retornando na década de 70.
Um dos fatos mais emblemáticos daquela década foi a criação, em 1975
(Ano Internacional da Mulher), do Movimento Feminino pela Anistia. No mesmo ano
a ONU, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realiza uma semana
de debates sobre a condição feminina. Ainda nos anos 70 é aprovada a lei do
divórcio, uma antiga reivindicação do movimento.
- Em 1979, Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga.
- A Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher foi adotada pela Assembléia Geral.
- A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.
- Cada vez mais, investia-se em pílulas e métodos anticoncepcionais. Em alguns países europeus, a prática do aborto foi aprovada. O sexo era comum nos relacionamentos, não existia mais barreiras culturais, nem mesmo na hora de se vestir.
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