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terça-feira, 16 de julho de 2013

Margareth Thatcher: um ícone

    No ano de 1979, a Europa se encontrava em uma quase incontornável crise política, econômica e petrolífera . Durante esse período de turbulência social, assumiu o poder na Grã-Bretanha a líder do partido conservador inglês, Margareth Thatcher. 




    Thatcher foi a primeira mulher que ocupou o cargo de Primeiro-Ministro britânico. Logo no início do seu mandato, efetivou uma série de medidas e mudanças, anunciou um plano para a redução dos impostos e passou a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas. Essas reformas lhe valeram o apelido de “Dama de Ferro”. A Primeira-Ministra permaneceu no cargo de 1979 até 1990, ou seja, 11 anos. 





     Após o primeiro mandato, Thatcher promoveu um programa de privatizações das empresas estatais e continuou combatendo de forma radical os movimentos sindicais trabalhistas. A Primeira-Ministra britânica tornou-se uma das precursoras do neoliberalismo.






    Ela foi, sem duvidas, uma das maiores personalidades dos anos 70.  Mulheres de todo o mundo se inspiravam em Thatcher, graças à ela, a chama do feminismo foi reacesa. Em meio a ditadura no Brasil,  mulheres simplesmente desejavam, mandar e obter poder. 
    Margareth Thatcher morreu no dia 08 de Abril de 2013, aos 87 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral. Era amiga pessoal da rainha Elizabeth, e uma pessoa muito querida pela realeza inglesa.






segunda-feira, 15 de julho de 2013

Feminismo


A mulher disputou intensamente o mercado de trabalho com os homens. Os preconceitos e barreiras, que ainda existiam, eram quebrados diariamente. O feminismo estava recuperando poder.







     A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeiro foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto, divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de 1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento dos contraceptivos).  Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com a luta de caráter sindical.

   Com a ditadura do Estado Novo, em 1937, o movimento feminista perde força. Só no fim da década seguinte volta a ganhar intensidade com a criação da Federação das Mulheres do Brasil e a consolidação da presença feminina nos movimentos políticos. Mas logo vem outro período ditatorial, a partir de 1964, e as ações do movimento arrefecem, só retornando na década de 70.

   Um dos fatos mais emblemáticos daquela década foi a criação, em 1975 (Ano Internacional da Mulher), do Movimento Feminino pela Anistia. No mesmo ano a ONU, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realiza uma semana de debates sobre a condição feminina. Ainda nos anos 70 é aprovada a lei do divórcio, uma antiga reivindicação do movimento.

  •   Em 1979, Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga.
  •  A Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher foi adotada pela Assembléia Geral.
  • A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.
  • Cada vez mais, investia-se em pílulas e métodos anticoncepcionais. Em alguns países europeus, a prática do aborto foi aprovada. O sexo era comum nos relacionamentos, não existia mais barreiras culturais, nem mesmo na hora de se vestir.